sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mortalidade Infantil




Queda de quase 50% na mortalidade infantil do país é "surpreendente", diz IBGE
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Hanrrikson de Andrade
Do UOL, no Rio

A presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, destacou nesta sexta-feira (27) a queda de 47,5% no índice brasileiro de mortalidade infantil, dado registrado pelo Censo Demográfico 2010 em comparação com a mesma pesquisa realizada há dez anos em todo o território nacional. Esse e outros dados foram divulgados nesta sexta-feira (27). Segundo o levantamento, a taxa que em 2000 era de 29,7‰, isto é, 29,7 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos, caiu para 15,6‰ em 2010.
Segundo Bivar, os resultados são surpreendentes e comprovam o acelerado processo de desenvolvimento do país. A região na qual os pesquisadores constataram o maior grau percentual de redução da mortalidade infantil foi o Nordeste, que hoje registra 18,5‰, ou seja, 18,5 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos –em 2000, esse índice chegava a 44,7‰. A redução foi de 58,6% na década.
"Com certeza, o maior destaque do Censo 2010 diz respeito à redução dos números de mortalidade infantil. Esse resultado se deve a inúmeros fatores de transformação, a exemplo do sucesso de algumas políticas públicas, aumento do grau de escolaridade da população, uma consciência maior das mulheres em relação ao período da gestação, entre outros", afirmou Bivar em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.
Apesar do declínio, o Brasil ainda precisa reduzir muito a taxa para se aproximar dos níveis de mortalidade infantil das regiões mais desenvolvidas do mundo, que fica em torno de 5 óbitos de crianças menores de 1 ano de idade para cada 1.000 nascidos vivos.

Mais destaques

A presidente do IBGE também destacou a expressiva queda da taxa de natalidade, e comemorou o fato de que os índices apresentados por alguns Estados brasileiros, tais como Rio de Janeiro e São Paulo, são similares ao padrão europeu.
O Censo mostrou que as mulheres brasileiras estão tendo menos filhos: a taxa de fecundidade total no país, que era de 2,38 filhos por mulher em 2000, chegou a 1,9 filho por mulher em 2010, apresentando uma queda de 20,1%.
"Com menos filhos para cuidar, as mulheres brasileiras têm mais tempo para melhorar a qualidade de vida, cuidar da saúde e pensar na carreira", avaliou.
No entanto, Bivar ressaltou que alguns índices não evoluíram como o esperado. De acordo com o levantamento, a taxa de analfabetismo entre adolescentes e adultos (a pesquisa considera pessoas com 15 anos ou mais) --que vem apresentando uma vertiginosa queda desde os anos 1940-- caiu apenas 4% na década.
Os pesquisadores tinham a expectativa de que a redução do número de analfabetos no país superasse a queda registrada no período entre os recenseamentos demográficos de 1991 e de 2000. Nesse período, o índice caiu de 20,1% para 13,6%.
Porém, o IBGE destacou o fato de que, pela primeira vez em sua história, o Brasil registrou uma taxa de analfabetismo menor do que 10% de sua população, que atualmente é de quase 191 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010.
Artigo publicado no site: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/27/

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Primeiro Emprego

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domingo, 22 de abril de 2012

História do Chimarrão e do Tereré

Percorrendo nossa cidade, avistei um casal de origem nipônica com uma cuia na mão, não sei se estavam tomando chimarrão ou tereré. Suponho que seja Tereré, pois era lá pelas 15:00 horas. Em guarani a pronúncia e a escrita é Terere, fechado, pois a última sílaba não é grafada quando é oxítona, ao contrário do português. Tereré, assim acontece com todas as palavras guaranis, como pirapire, dinheiro, errado escrever pirapirê.
Cuia de Tereré ou Terere

Quando criança, convivi com muitos indígenas e paraguaios serradores de tora em nossa propriedade denominada São João e Penha, lá na Picadinha, adquirida por meu pai e minha mãe há mais de setenta anos. Para agüentar o calor daquela época já era costume socorrer-se dessa bebida, utilizando-se a água fresca do poço. Hoje na modernidade tem a geladeira, o frízer e outros locais onde se pode refrescar a água.
Não era costume do branco tomar terere, visto que era coisa de índio, mas como é uma cultura forte e boa, foi absorvida por todos, independente da raça. Vemos assim hoje jovens, adultos e idosos com este hábito e muitos brasileiros que partiram para outros continentes sempre cultuam o terere onde está, cujas ervas são enviadas daqui, mas já são encontradas nos supermercados da Europa e Ásia, principalmente.
Tereré é uma bebida feita com a infusão da erva-mate (Ilex paraguariensis) de origem guarani. É consumida com água ou limão, principalmente e também com sucos, hortelã (Mentha arvensis), cedrón (Lippia citriodora), peperina hortelã, cocú (Allophyllus edulis), entre outros.

Quanto ao Chimarrão ou mate, este último termo era principalmente o nome que se dava e ainda se houve dentre os mais antigos de nossa região. O chimarrão (ou mate) é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul, também um hábito legado pelas culturas indígenas quíchuas, aimarás e guaranis. Ainda hoje, é hábito fortemente arraigado no sul do Brasil parte da Bolívia, Chile, Uruguai, Paraguai, principalmente na Argentina, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Para tomá-lo precisa-se de uma cuia, uma bomba, erva-mate moída e água morna.
O termo mate, como sinônimo de chimarrão, é mais utilizado nos países de língua castelhana. “O termo "chimarrão" é o adotado no Brasil, embora seja um termo oriundo da palavra castelhana cimarrón, que designa, por sua vez, o gado domesticado que retornou ao estado de vida selvagem”. O chimarrão chegou a ser proibido no sul do Brasil durante o século XVI, sendo considerada "erva do diabo" pelos padres jesuítas. A partir do século XVII, os mesmos passaram a incentivar seu uso com o objetivo de afastar as pessoas do álcool.”
Cuia é um termo, de origem Tupi, tem várias acepções. É muito utilizada para fazer chimarrão e tereré. Diz-se que a origem da palavra está no fato de existirem árvores produtoras de cuia à beira do rio, e que "Cuiabá" seria "rio criador de vasilha" (cuia: vasilha e aba: criador). Conta-se também que estava um índio à beira do rio com uma cuia na mão e que a mesma escapou-lhe e foi pela correnteza, tendo o índio exclamado: Cuiabá, quis dizer cuia vai. São contos, mas a mais correta seria rio criador de vasilha.

Cuia de Chimarrão
Existe para o chimarrão vários tipos de cuia. Meu avô materno, Mantilha Martins (Vô Chiru) que nasceu em São Borja-RS, dizia que os seus ancestrais contavam que conforme era o tamanho do papo, era o tamanho da Cuia.
Avistamos o pessoal em Dourados, gaúchos de origem italiana, alemã, ou os rio-grandenses e aqueles gaúchos do pelo grosso, os chamados guascas, saboreando o chimarrão ou mate com os sul-mato-grossenses e mato-grossenses, seus descendentes.
Hoje existem para o Tererê ou Terere várias ervas com sabores diferentes. A erva-mate feita no barbacuá é artesanal, de origem guarani, pura, mais grossa, socada no pilão, que costumamos fazê-la em nossa propriedade com o auxílio dos índios da nossa região. É muito forte e quem não está acostumado pode estranhar, pode-se utilizá-la também para no preparo do chá no calor do fogão de lenha.
Dourados-MS, 15 de Março de 2012.
José Tibiriçá Martins Ferreira, advogado, licenciado em Letras com Inglês, cursou o Idioma Guarani Ñandéva.

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